Sempre admirei o vilão, o fora da lei, o filho da puta. Não gosto dos garotos bem-barbeados com gravatas e bons empregos. Gosto dos homens desesperados, homens com dentes rotos e mentes arruinadas e caminhos perdidos. São os que me interessam. Sempre cheios de surpresas e explosões. Também gosto de mulheres vis, cadelas bêbadas que não param de reclamar, que usam meias-calças grandes demais e maquiagens borradas. Estou mais interessado em pervertidos do que em santos. Posso relaxar com os emprestáveis, porque sou um imprestável. Não gosto de leis, morais, religiões, regras. Não gosto de ser moldado pela sociedade.
Tenho poucos amigos. A alguns deles não procuro, basta saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que eu os adoro, embora não declare e os procure sempre…
Escolhe teu diálogo
e tua melhor palavra,
ou teu melhor silêncio.
Mesmo no silêncio e com o silêncio,
dialogamos.
Qual o sentido de estar vivo se você nem ao menos tenta fazer algo extraordinário?
E o riso dela? Era algo absolutamente dominador. Ninguém tinha a menor chance diante dele.
Eu me lembro de quando nos conhecemos, engraçado como eu nunca me senti tão bem. É um sentimento que eu sei, eu sei que nunca esquecerei.